Uma visita ao Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é o novo ponto turístico do Rio de Janeiro e está localizado na Praça Mauá. Foi inaugurado no dia 17 de dezembro de 2.015, e apresenta uma arquitetura bastante diferente, projetada pelo espanhol Santiago Calatrava. 

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O Museu do Amanhã: um estrutura gigantesca e de destaque (Foto: Tissiana Souza).

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A mega estrutura do Museu do Amanhã vista da Praça Mauá (Foto: Tissiana Souza).

1. COMO CHEGAR:

O site do Museu do Amanhã indica aos seus visitantes que cheguem de transporte público e evitem ir de carro, pois não há estacionamento no museu.

-Metrô: a estação mais próxima é a Uruguaiana (Linhas 1 e 2), a cerca de 1 km do museu. O site do museu indica dois caminhos a pé: 1) Atravesse a Avenida Presidente Vargas, siga pela Rua Acre até chegar à Praça Mauá/Museu do Amanhã; ou 2) Siga pela Avenida Presidente Vargas no sentido Igreja da Candelária, dobre à esquerda na Av. Rio Branco e siga em frente até chegar à Praça Mauá/Museu do Amanhã.

2. SEGURANÇA NO MUSEU:

 Todos os visitantes são revistados. As bolsas e mochilas devem ser abertas para que os seguranças vejam o conteúdo e passamos por detectores de metais. Além disso, as bolsas devem ser deixadas no guarda-volumes.

 3. NOSSA VISITA:

 O museu foge dos padrões de museus que conhecemos! É um ambiente que procura a interação com os visitantes através do uso da tecnologia, das projeções e da interatividade. Portanto, não é um museu convencional!

O museu procura despertar questionamentos nos seus visitantes através das perguntas: De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir?

No site do museu, o “Amanhã” é descrito da seguinte maneira: “O Amanhã não é uma data no calendário, não é um lugar aonde vamos chegar. É uma construção da qual participamos todos, como pessoas, cidadãos, membros da espécie humana”. Portanto, o “Amanhã” diz respeito ao futuro relacionado às grandes mudanças promovidas pelo Homem, principalmente com relação às questões ambientais – crescimento das cidades, alterações climáticas, desmatamentos, etc. O museu busca despertar nos seus visitantes são questões como “Quais os amanhãs queremos para nós?”, “O que queremos para o futuro do nosso planeta?”, “Que amanhãs queremos deixar para os nossos descendentes?”

Ao entrar no museu, você receberá um cartão com a IRIS (o símbolo do museu), que será utilizado para acessar os materiais espalhados pelas telas interativas existentes nos setores. Para sair do museu você também precisará desse cartão! Portanto, não perca!

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Íris, símbolo do Museu do Amanhã (Foto: Tissiana Souza).

O primeiro ponto curioso do museu é a bola suspensa com a projeção da Terra, onde você verá como funciona alguns sistemas naturais do nosso planeta: as estações do ano, a circulação de massas de ar, a propagação de um tsunami, a evolução da forma dos continentes no futuro, a temperatura mundial, etc. Essas projeções são ótimas para compreender melhor o nosso planeta e para as crianças e adolescentes, uma forma bem interessante de entender temas vistos em sala de aula.

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O Planeta Terra flutua no hall de entrada do Museu do Amanhã (Foto: Tissiana Souza).

Subimos ao segundo andar para ver a primeira parte da exposição temporária do museu: o COSMOS (De onde viemos?). Entramos na grande bola preta, que na verdade é uma sala de projeção 360°, onde todos os visitantes ficam deitados no chão. Antes de ser iniciada a projeção, a funcionária do museu dá algumas instruções. Eu (Tissiana) não me senti bem dentro da sala, tive vertigem no início da projeção e não assisti tudo, pois pedi para sair da sala. Já o Matheus assistiu até o final. São 8 minutos de vídeo, que mostra o início do nosso planeta, a visão de que somos formados pelo mesmo material que as estrelas. O vídeo é para que os visitantes realmente se questionem sobre a nossa existência. Enquanto esperava o Matheus e meu irmão saírem da sala, escutei uma mulher dizer para sua colega: “Fiquei emocionada com o vídeo, você viu que a gente é um ponto do universo?! A gente não é nada!”. Ela estava chorando também! Pelo jeito, o vídeo conseguiu despertar o espírito de questionamento do museu nesta mulher!

O segundo segmento da exposição temporária é TERRA (Quem somos?). São três grandes cubos de 7 m de altura, que falam sobre matéria, vida e pensamento.

O primeiro cubo, relacionado com a matéria, é cercado por belas imagens do nosso planeta. No seu interior, há uma representação de como funcionam os ventos. Dois tecidos flutuam sobre uma base, mostrando como é um sistema de circulação de ar.

No segundo cubo, a vida é o foco através do DNA, o elemento comum a todas as espécies. Dentro do cubo, cheio de imagens de animais e de vegetações, você pode interagir nas telas, onde conhecerá os ecossistemas da Baía de Guanabara. Uma aula de ciências!

No terceiro e último cubo, o pensamento te levará a uma sala onde você se perderá entre as colunas cheias de fotografias relacionadas a cultura, religião, agricultura, esporte, criatividade, etc. Os espelhos nas paredes do cubo fazem com que as colunas se propagem infinitamente, como se não tivessem começo nem fim!

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O primeiro cubo, com imagens de ecossistemas terrestres (Foto: Tissiana Souza).

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O segundo cubo, com fotografias do ecossistema da Baía de Guanabara (Foto: Tissiana Souza).

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O terceiro cubo, com diversas atividades humanas e relação com as culturas (Foto: Tissiana Souza).

O ANTROPOCENO (Onde estamos?), terceira parte da exposição permanente, fala do Homem como um agente geológico, capaz de modificar a composição da atmosfera, a biodiversidade, o clima, a mudança do curso dos rios. Um vídeo é transmitido pelos telões, onde os visitantes assistem imagens e dados sobre modificações ocorridas no mundo a partir de ações antrópicas.

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O Antropoceno, onde estamos? (Foto: Tissiana Souza).

Passamos para a sessão AMANHÃS (Para onde vamos?), onde o foco é o futuro do planeta e as grandes tendências globais, como o aumento da população e a sua expectativa de vida em crescimento, o consumo, as grandes cidades. Faça o teste da pegada ecológica, para saber o seu nível de consumo!

Por último está a sessão NÓS (Como queremos ir?), onde passamos por uma linda estrutura de madeira que representa uma oca indígena. A oca, segundo o site do museu, representa um lugar onde “os membros das famílias e clãs da tribo vêm se reunir e os mais antigos repetem para os mais novos as lendas, as narrativas, as histórias que compõem o fundamento da sua cultura”. É no interior desta oca que está a única obra física que compõe o acervo do museu: um churinga. O objeto de origem aborígine australiana serve para associar o passado ao futuro. Esta peça representa, segundo o site do museu, a continuidade do povo e de sua cultura.

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A belíssima estrutura em madeira e, ao centro, a única obra física do museu (Foto: Tissiana Souza).

Também no segundo andar do museu está a exposição temporária “Experiência do Amanhã – A evolução da televisão no Brasil”, que termina no dia 30 de Agosto de 2.016. A exposição mostra os aparelhos de TV desde os anos 50, com aparelhos em preto e branco e coloridos, até chegar às televisões de LCD. Colocando os fones, os visitantes podem descobrir e relembrar como era o áudio das TVs mais antigas. Ao final, o público conhece a tecnologia 8K, de ultra-alta definição, que deverá entrar em comercialização em 2.020.

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Exposição sobre a Evolução da Televisão (Foto: Tissiana Souza).

Outra exposição temporária do museu é “O Poeta Voador, Santos Dumont”, até dia 30 de outubro de 2.016. O “pai da aviação”, que foi destaque na abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, tem uma parte do Museu do Amanhã dedicada às suas invenções.

Inclusive, há uma réplica do 14Bis na Praça Mauá, em frente à entrada do museu.

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Réplica do 14-Bis, uma das invenções mais famosas de Santos Dumont (Foto: Tissiana Souza).

Na exposição está uma réplica do avião Demoiselle, o projeto mais completo de Santos Dumont. Os visitantes podem inclusive simular um voo na réplica!

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Demoiselle, avião projetado por Santos Dumont (Foto: Tissiana Souza).

Miniaturas de suas invenções, como o 14Bis, os balões, os aviões Demoiselle mostram a evolução dos projetos ao longo dos anos.

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As miniaturas das invenções de Santos Dumont (Foto: Tissiana Souza).

Duas salas mostram vídeos relacionados ao poeta voador. Uma delas com um documentário sobre a vida do Poeta Voador, enquanto a outra sala mostra um vídeo sobre as invenções que inspiraram Santos Dumont.

Ao sair do museu, não deixe de visitar a parte voltada para a Baía de Guanabara. O espelho d’água é abastecido com água da baía, que é responsável pelo resfriamento do sistema de climatização do prédio.

A grande estrela no espelho d’água, a Puffed Star II, doada pelo artista Frank Stella (EUA), tem 6 m de diâmetro e 20 pontas.

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A parte de trás do museu, voltada para a Baía de Guanabara, e a estrela de 20 pontas (Foto: Tissiana Souza).

Nos jardins do museu, são encontradas 24 espécies nativas de Mata Atlântica típicas da região costeira do Rio de Janeiro. Os jardins tem visitação livre.

O museu é movido à energia solar. Os painéis existentes na cobertura do museu se movem, acompanhando o posicionamento do Sol.

O Museu do Amanhã tem tudo para continuar a ser um ponto de visitação importante do Rio de Janeiro! Sua incrível estrutura e sua posição às margens da Baía de Guanabara dão um novo charme ao centro da cidade do Rio!

Endereço

Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 20081-262

Preços para o ano de 2016

Adultos: R$10,00
Meia-entrada: R$5,00

Gratuito às terças-feiras

Horário

De terça-feira a domingo, das 10:00 às 17:00 horas.

Para mais informações

Museu do Amanhã:
http://museudoamanha.org.br/pt-br

Visit Rio:
http://visit.rio/

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