Rapel na ponte de Iporanga e boia cross no rio Betari

Nossa última parte da viagem ao alto vale do Ribeira reservou uma manhã de muita adrenalina, com a realização de rapel na ponte de Iporanga sobre o rio Ribeira de Iguape e boia cross no rio Betari.

1. RAPEL NA PONTE DE IPORANGA:

O rapel na ponte sobre o rio Ribeira de Iguape é um serviço do Núcleo Terra.
Apesar de serem pouco mais de 10m, o rapel despertou as mais diferentes sensações, do medo à alegria!
Para nós do “Rodas nos pés” e para a grande parte das pessoas que estavam na excursão dos Forasteiros Viagens, foi a primeira experiência!
O instrutor Guiné fez uma descida de demonstração, ensinando como segurar a corda, onde colocar corretamente as mãos, e como descer de ponta cabeça para os mais corajosos.
Muitas pessoas “travavam” depois de passar a guarda da ponte já com os equipamentos prontos. Sem dúvida, o maior incentivo para aquelas que estavam com medo foi o apoio e incentivo do grupo, incluindo os que também ainda não tinham descido!

Rapel Petar

O organizador deste site onde você navega foi o primeiro do grupo todo a descer! Coragem! (Foto: Tissiana Souza)


A parte mais difícil é sair da ponte, pois era neste ponto que todas as pessoas falavam em desistir. Depois que você se sente seguro na cadeirinha, é só curtir a paisagem! Observar o rio correr, ver os pássaros e a mata na outra margem do rio!
É uma pena que seja tão rápido! A velocidade da descida é você quem controla e mesmo sendo lento, acaba num instante! Para a primeira vez, no meu caso (Tissiana) foi superar o medo de altura, pois em geral subo em lugares altos sem problemas, mas tenho vertigens quando o piso é vazado e consigo ver o que tem lá embaixo.
Era visível a satisfação no rosto das pessoas em superar seus medos!

Rapel Petar

Rapel - preparação para saída da ponte. (Foto: Tissiana Souza)

Rapel Petar

Eu, esta organizadora que escreve pra vocês, saindo da ponte com uma técnica diferente (Foto: Matheus Sabino).

Descida de rapel

Descida de rapel (Foto: Matheus Sabino)

2. BOIA-CROSS NO RIO BETARI:

A descida do rio Betari dura cerca de 20 minutos e os monitores descem junto com os turistas para auxiliar. Os monitores sempre vão na frente e ficam alerta em caso de necessidade.
O grupo desce junto para que ninguém fique muito adiantado ou para trás.
A boia nada mais é que uma câmara de ar amarrada em um formato oval. A pessoa desce deitada com a barriga em contato com a boia, usa os braços para remar e as pernas sempre permanecem dentro da água para dar equilíbrio e a boia não virar.
Equipamentos de segurança neste passeio são indispensáveis, como capacete, protetor de joelhos e canela e colete salva-vidas.
Se você não sabe nadar, pode descer de comboio segurando nos pés do guia. Ele conhece bem o rio e sabe todos os macetes para a boia não virar.

Boia cross

Boia cross - eu desci com a ajuda do guia (Foto: Gisele Santos)

A emoção da descida fica por conta da presença de pontos em que a correnteza do rio Betari é bastante calma e pelas pequenas corredeiras que aparecem ao longo do percurso. São essas corredeiras que dão maior grau de dificuldade à descida e geram os momentos mais emocionantes! São nesses pontos que as pessoas caem de suas boias!
A distração faz com que o tempo passe rápido! Além da emoção proporcionada, o rio Betari também é muito bonito, com águas limpas e transparentes e apresenta uma mata bem preservada nas suas margens.

Boia cross

Boia cross - descida individual (Foto: Gisele Santos)

Finalizamos por aqui nossa série de postagens sobre nossa viagem ao alto vale do rio Ribeira com uma certeza: queremos voltar e conhecer mais cavernas, mais trilhas e mais cachoeiras. Conversando com amigos próximos, notamos que poucas pessoas conhecem ou ouviram falar dessa região do Estado de São Paulo.
Esperamos ter contribuído com a divulgação das belezas naturais da região, onde tivemos um contato único com a natureza! Áreas de mata nativa tão bem preservadas e rios de águas cristalinas são cada vez mais raros!
Se você tem crianças pequenas, também pode e deve leva-las para conhecer os Parques Estaduais. Há projetos pedagógicos, como o do Núcleo Terra, que ensinam a interpretar o ambiente e preserva-lo, a entender como as cavernas se formam, a conhecer a fauna e a flora que habita o ambiente da Mata Atlântica. Assim, desde cedo as crianças aprendem a ter consciência ambiental e entendem que a natureza é o bem mais precioso que nós temos!

AGRADECIMENTOS: Aos Forasteiros Viagens pela organização dessa excursão nota 1000; aos monitores do Núcleo Terra pela atenção disponibilizada, vocês também foram nota 1000; ao Julio, proprietário da Núcleo Terra/Pousada Capitão Caverna pela estadia; aos nossos colegas de viagem que proporcionaram uma viagem divertida; à Gisele pela disponibilização das fotos do boia cross.

Para mais informações

Sobre o município de Iporanga:
http://www.iporanga.sp.gov.br/

Sobre a nossa hospedagem e guias - Pousada Capitão Caverna e Núcleo Terra:
http://www.nucleoterra.com.br/

facebook.com/nucleoterra

facebook.com/capitaocavernapetar

Sobre os organizadores da excursão - Forasteiros Viagens:
http://www.forasteiros.com/

facebook.com/forasteirosviagens

Adicionar um comentário

%d blogueiros gostam disto: