Porto Maravilha

Nossa visita ao Rio de Janeiro não poderia deixar de fora a zona portuária revitalizada para os Jogos Olímpicos Rio 2016: O Porto Maravilha!

Para as Olimpíadas, o Porto Maravilha abriga o “Boulevard Olímpico”, uma área destinada ao público com transmissões dos eventos esportivos pelos telões e shows nos 3 palcos espalhados pelo Boulevard.

A área se estende da Praça XV até o Mural Etnias, com cerca de 3 km de extensão a ser percorrida pelos visitantes. Passamos o dia todo no Boulevard Olímpico e apesar da chuva e do vento frio, curtimos muito o nosso passeio!

Começamos pela Igreja de Nossa Senhora da Candelária, que está fora dos limites do Boulevard Olímpico. A Candelária é uma das igrejas mais bonitas que já conheci no Brasil! As obras ocorridas na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro fizeram com que a Igreja novamente fosse vista da Baía de Guanabara. É possível vê-la quando o avião desce para o Aeroporto Santos Dumont. Antes, a Candelária ficava escondida atrás do Viaduto da Perimetral, implodido entre 2.013 e 2.014, para a revitalização da área portuária.

Seguimos então para o acesso ao Boulevard e chegamos à Pira Olímpica, o símbolo máximo dos jogos, que em frente à Candelária! De acordo com o site visit.rio, esta é a segunda vez que uma pira fica fora de um estádio olímpico. A primeira vez foi nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi (Rússia), em 2.014.

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A Pira Olímpica e a Igreja da Candelária ao fundo! (Foto: Tissiana Souza).

Ao lado direito da Pira está o balão panorâmico da Skol, que sobe a 100 m de altura para proporcionar uma visão panorâmica da cidade. No dia em que fomos conhecer o Boulevard Olímpico estava chovendo e com vento, e o balão não estava em funcionamento por questões de segurança.

Nosso primeiro trajeto foi seguir em direção à Praça XV. Paramos no estande da Lego, onde havia uma maquete de 25 ícones da cidade do Rio de Janeiro feito com as famosas peças que lembram nossa infância! O Cristo Redentor, o Maracanã, o Pão de Açúcar, o Calçadão de Copacabana, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, a Catedral Metropolitana, entre outros pontos conhecidos da cidade estão na maquete, que tem uma dimensão de 6m X 5m, com a utilização 947.000 pecinhas de Lego! A visitação era gratuita e a fila era rápida.

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O Rio de Janeiro em Lego (Foto: Tissiana Souza).

Neste trajeto encontramos a área de alimentação com food trucks e os estandes de patrocinadores das Olimpíadas, como a Nissan, que tinha um bungee jump e a Nike, já na Praça XV.

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Construções históricas próximo à Praça XV (Foto: Tissiana Souza).

Retornamos em direção à Pira Olímpica e caminhamos por toda a área da Marinha. Avistamos a Ilha Fiscal na Baía de Guanabara. Na Ilha das Cabras, um grandioso veleiro português Sagres III estava lotado de pessoas! Essa é a Casa Portugal, mas não fomos conhece-la.

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Área da Marinha, no Porto Maravilha (Foto: Tissiana Souza).

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O grandioso navio português Sagres III (Foto: Tissiana Souza).

Chegamos ao Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Eu estava doida para conhecer esse lugar! É um museu muito tecnológico e interativo! É uma verdadeira aula de ciências, sem estar em uma escola! O ingresso custa R$10,00.

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Museu do Amanhã, na Praça Mauá (Foto: Tissiana Souza).

Seguimos em direção aos antigos armazéns do porto, e chegamos à Casa Brasil, de visitação gratuita, no Pier Mauá. São 2 armazéns temáticos somente sobre o Brasil.

No Armazém 1 vimos a exposição “Esporte & Energia”, de William Kass, onde foram reproduzidas miniaturas de esportes com massas, pães, biscoitos, retratando os alimentos como fonte de energia para a prática de esportes. É uma exposição bastante curiosa.

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Uma partida de vôlei em cima de um pão! (Foto: Tissiana Souza).

Há um espaço para degustação de café brasileiro, porém visitamos a Casa Brasil no final do dia, e este setor já estava fechado.

Gostamos mais do Armazém 2, que mostrava muito bem as riquezas culturais do país. Há uma exposição sobre “Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro”, ressaltando 12 sítios do nosso país declarados como Patrimônio Mundial da UNESCO.

Já a exposição “Patrimônio Imaterial Brasileiro”, trouxe 38 recortes de manifestações culturais do Brasil declaradas como Patrimônio Cultural pelo IPHAN, sendo 5 delas declaradas Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. O Maracatu, as Paneleiras do Espírito Santo, o Frevo e o Carnaval são algumas das manifestações culturais apresentadas.

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A rica cultura do Brasil mereceu ser ressaltada! (Foto: Tissiana Souza).

Há também uma exposição sobre o “Programa Mais Médicos” do governo federal; um setor chamado “Brasil Junino” com muita música de São João; um estande dos Correios chamado “Um tour pelo Brasil”, falando sobre o tour da tocha olímpica pelo país; “Linha do Tempo – O Brasil e os Jogos Olímpicos”, mais uma exposição, mostrando a história e o desempenho do Brasil em Olimpíadas desde a sua primeira participação; e o espaço “Experimentando Diferenças”, onde as pessoas tornam-se atletas paralímpicos por alguns minutos jogando basquete em cadeiras de rodas e futebol com venda.

Da Casa Brasil seguimos para o mural “Etnias”, do artista Eduardo Kobra! Nós gostamos muito do trabalho dele, sempre com painéis coloridos, que são uma marca única desse artista! O mural de 2.500 m², já é ser considerado o maior mural grafitado do mundo! Segundo o site visit.rio, o mural contém 5 rostos que representam os continentes dos aros olímpicos. Segundo o site Terra, são eles: etnia Mulsi, da Etiópia (África); tribo Karen, da Tailândia (Ásia); tribo Tapajós, no Brasil; Chukchis, da Sibéria (Europa), e o a etnia Hulis, de Nova Guiné (Oceania).

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Etnias: mais um espetacular trabalho de Eduardo Kobra! (Foto: Tissiana Souza).

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Mural Etnias (Foto: Tissiana Souza).

Continuamos a caminhar até chegar ao Armazém da Utopia, onde está NBA House, mas ela ainda não estava em funcionamento.
Optamos por conhecer no final do percurso o Espaço Rio de Janeiro - Sesc, situado em um belo prédio histórico na Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, onde os visitantes podiam interagir com simuladores de canoagem, ciclismo, corrida, vôlei, futebol, etc.

No local está também exposto o uniforme e os tênis usados por Giovane Gávio, ex-atleta do vôlei de quadra masculino, na conquista de medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona (1992). As medalhas de ouro de Barcelona (1992) e Atenas (2004) também estão expostas.

Retornamos à Praça Mauá, onde ocorria uma projeção noturna com momentos olímpicos no edifício “A Noite”.

Assim, fechamos o nosso dia de caminhada pelo Boulevard Olímpico! Esperamos que essa área seja bem aproveitada pelos cariocas e visitantes da cidade após os jogos! Vendo as fotos antigas e como ficou o local, realmente esta parte da cidade mudou muito e para a melhor!

O centro histórico do Rio merece maior atenção dos governantes, pois seria incrível se os sobrados e prédios antigos também fossem recuperados, reformados e pintados. Certamente, a cidade ganharia mais vida se ocorressem mais investimentos no centro histórico!

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