O Triunfo da Cor – CCBB,SP

Esta é mais uma dica cultural e gratuita!
Sempre buscamos levar aos nossos leitores a opção de que é possível fazer passeios ótimos e sem gastar muito!
Visitamos O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée D’Orsay e do Musée de L’Orangerie, exposição que ocorre no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB São Paulo, entre 04 de maio e 07 de julho de 2016. Depois, a exposição seguirá para o Rio de Janeiro, entre 20 de julho e 17 de outubro, sendo uma excelente opção de passeio para os que estiverem por lá durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.
Para ir a Paris visitar o Museu D’Orsay e o Museu L’Orangerie você gastaria mais de R$2.000,00 na passagem de avião, mais a hospedagem na cidade e os tickets: 12 euros (R$48,00) no Museu D’Orsay e 9 euros (R$36,00) pelo Museu L’Orangerie. No CCBB você vê obras que fazem parte dos acervos desses dois conhecidíssimos museus gratuitamente

 

Na entrada do CCBB-SP, o círculo das cores e uma imagem do Musée D'Orsay (Foto: Matheus Sabino).

1. COMO CHEGAR AO CCBB – SÃO PAULO:

-Metrô: Estação Sé (Linhas 1 e 3).
Dentro da Estação Sé, escolha as placas de saída para a Rua Direita (sentido oposto à Catedral da Sé). Atravesse a Praça da Sé, e vire à esquerda na Rua Direita. Vire à direita no Largo da Misericórdia, que passará a se chamar Rua Álvares Penteado. A caminhada entre a estação e o CCBB tem 450m.

 2. O TRIUNFO DA COR:

 A exposição apresenta 75 obras de 32 artistas pós-impressionistas. Entre os nomes, estão Van Gogh, Gauguin, Cézanne, Matisse, e Monet.
Todos os andares do CCBB estão tomados pelo Triunfo da Cor! As obras expostas datam do final do século XIX e início do século XX. Justamente pela importância dessas obras e visando sua conservação, não é permitido fotografar o acervo. As obras somente ficarão registradas na memória, mas já é um grande prazer poder ver pessoalmente quadros tão bonitos e impressionantes!
Como o próprio nome da exposição diz, os artistas procuravam uma nova estética baseada no uso intenso da cor (Fonte: Folder CCBB-SP).

 

Frase de Van Gogh, que ressalta a importância da cor (Foto: Tissiana Souza).

Ao longo dos andares, mesmo que você não seja um conhecedor de artes, perceberá nitidamente como a pintura evolui em termos de técnica, passando dos contornos demarcados das figuras, para a técnica do pontilhismo, e depois para a perspectiva de luz e sombra.
A exposição conta com 4 módulos, começando pelo módulo chamado a A Cor Científica. Ao abrir a porta da 1ª sala, você encontra o quadro Fritilárias, coroa-imperial em vaso de Cobre (Fritillaires, couronne impériale dans un vas de cuivre), de 1887, pintado por Vincent Van Gogh. As pinturas são feitas por pontos justapostos de cores primárias, técnica que ficou popularizada pelas obras de Van Gogh (Fonte: Verônica Batista – Revista Estilo BB).

 

Fritillaires, couronne impériale dans um vas de cuivre (Van Gogh - 1887). Fonte: Museu D'Orsay.

A técnica do pontilhismo, vista em diversas obras, trabalha com pontos de cores, em vez de pinceladas ou traços. A combinação das diversas tonalidades de cores formam uma imagem. Vistos de perto, os quadros são inúmeros pontos, mas vistos a uma certa distância, dão sensação de profundidade e sombra. Os quadros com a utilização da técnica do pontilhismo foram os que mais gostamos, como Uma tarde em Pardigon (Après-midi à Pardigon, Henri-Edmond Cross, 1907), Mulheres no poço ou Jovens provençais no poço (Femmes au puits ou Jeunes Provençales au puits, Paul Signac, 1892), e Batedores de estacas (Les Batteurs de pieux, Maximilien Luce, entre 1902 e 1903).

 

Mulheres no poço ou Jovens provençais no poço - 1892, Paul Signac. Fonte: Museu D'Orsay.

O segundo módulo No núcleo misterioso do pensamento. Gauguin e a escola de Pont-Aven, o destaque são as obras de Paul Gauguin e Émile Bernard, onde os quadros apresentam contornos bem definidos (Fonte: Verônica Batista – Revista Estilo BB). Um exemplo é o quadro Colheita em campo de trigo (La moison d’um champ de blé), de Émile Bernard, 1888.

 

Colheita em campo de trigo - 1888, Émile Bernard. Fonte: Museu D'Orsay.

O terceiro módulo, Os Nabis, profetas de uma nova arte, mostra obras em que as cores transmitem o estado de espírito de seus criadores (Fonte: Verônica Batista – Revista Estilo BB). Há muitas retratações da vida cotidiana nesse módulo. Os artistas são Valloton, Vuillard e Denis. Um dos quadros de destaque é Autorretrato octogonal (Autoportrait octogonal), de Edouard Vuillard, cerca de 1890.

 

Autorretrato octogonal - cerca de 1890, Edouard Vuillard. Fonte: Museu D'Orsay.

Por último, o módulo A Cor em Liberdade é formado por obras que adentram do início do século XX, com inspirações que incluem também a natureza tropical. É neste último módulo que está o quadro Mulheres do Taiti (Femmes de Tahiti, Paul Gauguin, 1891) e Salgueiro chorão (Saule pleureur, Claude Monet, entre 1920 e 1922).

 

Mulheres do Taiti - 1891, Paul Gauguin. Fonte: Museu D'Orsay.

 

Salgueiro chorão - entre 1920/1922, Claude Monet. Fonte: Museu D'Orsay.

No saguão de entrada do CCBB, divirta-se observando a projeção da fachada do Museu D’Orsay, à beira do rio Sena, trocar de cor diversas vezes! No chão, você verá um grande círculo das cores! 

A exposição superou as nossas expectativas! Uma das melhores exposições que já visitamos! Todo o acervo pode ser visto em 1 hora e 30 minutos. Parabéns à organização e aos curadores!
Se você for à exposição durante o dia, aproveite para conhecer o Pateo do Colégio e o Museu Anchieta, e a Catedral da Sé no centro de São Paulo!

Endereço

Rua Álvares Penteado, 112, Centro,
CEP: 01012-000, São Paulo - SP

Preços para o ano de 2016

Exposição Gratuita

Horário

De quarta a segunda-feira, das 09:00 às 21:00 horas. Última entrada para a exposição às 19:30.

Para mais informações

Confira a programação do CCBB-SP:
http://culturabancodobrasil.com.br/portal/sao-paulo/

Mapa do Transporte Metropolitano de São Paulo:
http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf


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