Algumas horas no Museu do Louvre de Paris

Quem vai a Paris certamente incluirá no seu roteiro algum museu! Optei por colocar na minha lista de desejos o Museu do Louvre! É óbvio que foi uma opção certeira! O museu do Louvre é o maior museu do mundo, e só por este fato, já desperta a curiosidade de conhece-lo!
O Louvre é também o 13º melhor museu do mundo segundo TripAdvisor Traveller’s Choice 2016 e o 4º melhor museu europeu conforme o site European Best Destinations.

 

O incrível Museu do Louvre de Paris (Foto: Tissiana Souza).

 

1. COMO CHEGAR:

-Metrô: a principal estação é a Palais Royal-Musée du Louvre (Linhas 1 e 7). Você sairá diretamente no Museu.

-Estações no entorno:
Tuileries (Linha 1): você sairá no Jardin des Tuileries, já próximo ao Arco do Triunfo do Carrossel;
Concorde (Linhas 1, 8 e 12): se descer nesta estação, poderá atravessar todo o Jardin des Tuileries, passar pelo Arco do Triunfo do Carrossel e chegar ao Museu do Louvre. Esta foi a opção que escolhemos.

2. SEGURANÇA NO MUSEU:

Devido à quantidade de pessoas que frequentam o Louvre, há muitos batedores de carteira (pickpockets) dentro do museu. Há várias placas nas salas indicando para que as pessoas tomarem cuidado com seus pertences. Enquanto você se distrai olhando uma obra ou tirando uma foto, alguém pode abrir sua bolsa e furtar suas coisas!
O próprio site do museu indica claramente que você deixe suas bolsas, malasmochilas para frente. Não mostre seu dinheiro e não aceite ajuda de suspeitos na hora de comprar os tickets.
Outras indicações dizem que é aconselhável distribuir as notas pelos diversos bolsos da calça ou das mochilas; e a última dica é mais indicada para os homens: não usar carteiras nos bolsos traseiros!
Lembre-se que mesmo estando fora do Brasil, não podemos relaxar! Pessoas de má fé existem em qualquer parte do mundo, até mesmo na França, que é considerada um país de “1º mundo”!
Após os ataques terroristas de 13 de novembro de 2015, o Louvre aumentou as medidas de segurança. O site recomenda que os visitantes não levem malas e bagagens para o museu. Somente bagagens com dimensões que não excedam 55cm X 35cm X 20cm são aceitas. Atrasos podem ser causados por verificações extra de segurança.

3. A CHEGADA NO MUSEU:

Ao chegar ao museu, você passará pelo detector de metais e pelo raio-X. É um procedimento de segurança bastante utilizado em diversos pontos turísticos de Paris.
A compra do bilhete é feita em máquinas de autoatendimento, localizadas no Hall Napoleón, abaixo da Pirâmide. Aqui também está o Balcão de Informações, onde você pode retirar um mapa do museu.

4. O PALÁCIO DO LOUVRE - UM POUCO DE HISTÓRIA:

A grandiosa construção onde está instalado o museu do Louvre é, na verdade, o Palácio do Louvre. Sua fundação ocorreu em 1190, durante o reinado de Filipe II. Era uma fortaleza para defender o setor oeste de Paris contra os ataques dos Vikings (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
No século XVI, com o Rei Francisco I, o Louvre passou por uma grande reforma, com a demolição da antiga fortaleza e construção de um novo palácio, que passou a ser a residência real (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
Entre 1564 e 1572, a rainha Catarina de Médici ordenou a construção do Palácio des Tuileries, com transferência da residência real para este novo palácio (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
Nos reinados de Luís XIII e Luís XIV, iniciou-se um projeto para unir os dois palácios. No entanto, Luís XIV abandonou a ideia e dedicou-se à construção do Palácio de Versalhes, que passou então a ser a residência real até a Revolução Francesa (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
O rei Luís XVI e a família retornam então para Tuileries, logo também ocupado pelos dirigentes da Convenção Revolucionária, que foram responsáveis pela transformação do palácio em museu, em 10 de agosto de 1793. Inicialmente, o museu mostrava ao público as peças de coleções reais (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
Em 1871, o Palácio des Tuileries foi destruído por um incêndio, o que não impediu que o edifício continuasse a ser um museu (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
Ao longo destes mais de 200 anos, o Louvre foi incorporando coleções até chegar a um acervo de 350.000 obras, das quais 35.000 estão expostas ao público (Fonte: Visit Paris), que datam até o ano de 1848. Obras mais recentes estão no Museu D’Orsay, também em Paris (Fonte: Guia Lonely Planet – França).

5. O PROJETO "GRAND LOUVRE" E A PIRÂMIDE:

A pirâmide, um dos maiores símbolos de identificação do Museu do Louvre e hoje a entrada principal do museu, já foi motivo de controvérsias num passado não muito distante! Desenhada pelo arquiteto chinês (radicado nos Estados Unidos) Ieoh Ming Pei, fez parte do Projeto “Grand Louvre” (1988), que visava renovar o espaço do museu e torna-lo mais acessível aos seus visitantes (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre). Segundo o Guia Lonely Planet – França, o Projeto “Grand Louvre” conseguiu dobrar o espaço de exposição do museu.
A pirâmide de aço e vidro, de 21 metros de altura, permite a entrada de luz natural no edifício. Foi construída com a função de integrar as alas do Palácio do Louvre, que tinham problemas de ligação entre si. Outras três pirâmides menores estão no entorno da grande pirâmide, circundadas por fontes e espelhos d’água (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
Na época, a pirâmide recebeu muitas críticas de jornalistas, intelectuais e da população francesa. A maior crítica era que sua característica moderna atrapalharia a beleza do palácio (Fonte: Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre).
Hoje, a pirâmide é um clássico das fotografias e em nada atrapalha a visão do Palácio do Louvre! É tudo bonito: o antigo e o novo, juntos!!

 

Uma "foto clichê" em frente ao Louvre não pode faltar!

 

6. O MUSEU DO LOUVRE:

É impossível visitar todas as salas e alas do museu em um único dia! Primeiro, pela quantidade de peças expostas. Segundo, porque diante de tanta carga de informação, chega um momento em que sua mente e seu corpo vão pedir descanso!
Além do Hall Napoleón, há três alas no Louvre: a Ala Denon, a Ala Sully, e a Ala Richelieu.
No Hall Napoleón está a bilheteria, a loja do museu, livrarias, o café, o balcão de informações e as salas de exposições temporárias.
Como não vi tudo quando estive por lá, vou falar sobre as alas e galerias que visitei. Penso que já será uma boa contribuição para quem deseja conhecer o museu.


Fui para em direção à Mona Lisa, que está exposta na Ala Denon. Isso é um pouco óbvio, e creio que a maioria das pessoas que vão ao museu certamente estão em busca do sorriso enigmático da senhora pintada por Leonardo Da Vinci. Há placas indicando o caminho para chegar até a obra mais famosa do museu.
As andanças começaram pelo térreo, no departamento de Antiguidades Gregas, Etruscas e Romanas da Ala Denon. Neste setor, há estátuas dispostas em pedestais pelos salões.

 

Ala de Antiguidades Gregas, Etruscas e Romanas do Museu do Louvre (Foto: Tissiana Souza).


Suba a Escadaria Daru e você verá a deusa helênica Vitória de Samotrácia sobre um pedestal de pedra. Segundo a Universidade Estadual de Campinas – Revista Louvre, a disposição da estátua dá uma sensação de que ela está sobrevoando aqueles que a observam. O pedestal permite uma certa proximidade com a estátua, mas ao mesmo tempo também faz com que ela fique isolada de qualquer contato com os visitantes.

 

A deusa Vitória de Samotrácia paira sobre seus "súditos" no Museu do Louvre (Foto: Tissiana Souza).


No 1º andar da Ala Denon está o Departamento de Pinturas. São obras de arte francesas, italianas e espanholas. É neste departamento, na Sala 6 – Sala La Joconde, onde está a Mona Lisa de Da Vinci.
Mona Lisa (ou La Joconde ou La Gioconda) foi provavelmente pintada no início do século XVI, entre 1503 e 1519 em Florença (Fonte: Museu do Louvre). Faz parte do acervo do Louvre desde 1797!
A pintura está protegida por um vidro e há um isolamento que evita uma grande proximidade com a obra. O quadro tem uma parede exclusiva, apesar de possuir pequenas dimensões: 77cm X 53cm.

 

A grande estrela do Louvre: a "Mona Lisa" de Leonardo Da Vinci! (Foto: Tissiana Souza).


Na mesma Sala 6 fica o quadro “As Bodas de Canaã”, de Paolo Veronese. O quadro, pintado em 1563, está no Louvre desde 1798. É o maior quadro do museu, com 6,77m X 9,94m (Fonte: Museu do Louvre). Algo contrastante para uma única sala!
Particularmente, não fiquei tão encantada com a Mona Lisa. Eu já sabia que o quadro era pequeno, mas com aquele tanto de pessoas na sala, nem deu pra ficar ali observando o enigma de seu sorriso. Gostei mais do quadro “O Combate entre Davi e Golias”, de Daniele da Volterra, que está na Grande Galeria do 1º andar. O quadro foi pintado entre 1550-1555 e possui como curiosidade o fato de ter “frente e verso”! Nunca tinha visto nada parecido! Fica exposto em um cavalete no meio do corredor.

 

"Davi e Golias", um quadro que realmente me surpreendeu! (Foto: Tissiana Souza).

Também no 1º andar da Ala Denon, visitei o Departamento de Artes da África, da Ásia, da Oceania e das Américas.
Em seguida, ainda no 1º andar da Ala Denon passei pela Galeria Apolo. Na sala 66, a mais bonita que visitei e certamente uma das mais belas do museu, estão as joias da coroa de Luís XV. Segundo o site do Museu do Louvre, esta sala serviu de modelo para a construção da Galeria dos Espelhos do Palácio de Versailles. Luxuosa e sofisticada, chama mais a atenção do que as coroas com pedras preciosas e as porcelanas expostas!

 

A Sala 66 do Museu do Louvre: um espetáculo! (Foto: Tissiana Souza).

 

Coroa pertencente ao acervo de Luis XV. Puro luxo! (Foto: Tissiana Souza).


Em seguida, parti para a Ala Sully, onde está o Departamento de Antiguidades Egípcias. Acredito que tenha visto completamente todo este departamento! São muitas peças: sarcófagos, joias, estátuas, esfinges, utensílios domésticos, inscrições talhadas...
O destaque está na Sala 22, o Escriba Sentado, feito provavelmente entre 2.600 e 2350 anos a.C. A curiosidade desta estátua é que o escriba está sendo retratado durante o seu trabalho, algo que não era comum entre as estátuas egípcias. Nem mesmo os faraós foram retratados durante o trabalho (Fonte: Museu do Louvre).

 

O Escriba Sentado (Foto: Tissiana Souza).

 

Uma múmia também está em exposição! Diria que é bem impressionante vê-la pessoalmente! 

 

A múmia do Museu do Louvre (Foto: Tissiana Souza).


Eu poderia dizer que é um “Egito fora do Egito”. Ao mesmo em que fiquei feliz por poder ver peças e objetos que nunca pensei ver na vida, senti uma tristeza por saber que nada disso está no seu lugar de origem (mas isto é um debate digno de uma postagem à parte...).

 

O Egito em Paris: o Museu do Louvre é uma aula de história! (Foto: Tissiana Souza).

 

Peças egípcias do Museu do Louvre fascinam pela beleza (Foto: Tissiana Souza).


É também na Ala Sully, Departamento de Antiguidades Gregas, Estruscas e RomanasSala 16, localizada no térreo, que está outra obra importante do Louvre, mas que não visitei na época por falta de conhecimento: a Vênus de Milo. A deusa grega é muito procurada pelos que visitam o museu.
Você também certamente ficará impressionado com a diversidade das salas do Louvre. Suas pinturas do teto e detalhes nas paredes também são verdadeiras obras de arte!

 

Olhe para os tetos das salas do Louvre! São incríveis! (Foto: Tissiana Souza).


Saí do museu pela Pirâmide Invertida, também uma obra do arquiteto Pei. Esta é famosa pirâmide do livro e do filme “O Código da Vinci”. Acho que todo mundo que já teve contato com a obra de Dan Brown vai se lembrar e pensar naquela cena do filme! Por esta saída você estará no Shopping Carrousel du Louvre.

 

A Pirâmide Invertida, na saída do Museu do Louvre.

 

Endereço

Musée du Louvre,
Código Postal: 75058, Paris

Preços para o ano de 2016

Preço único: 15,00 €

Horário

Aberto de quarta à segunda-feira.
Fechado às terças-feiras.
Quarta-feira, das 9:00 às 21:45 horas.
Quinta-feira, das 09:00 às 18:00 horas.
Sexta-feira, das 09:00 às 21:45 horas.
Sábado, domingo e segunda-feira, das 09:00 às 21:45 horas.
Não há horário noturno (até às 21:45) nos feriados.

Fechado em 1º de janeiro, 1º de maio, e 25 de dezembro.

As salas começam a fechar 30 minutos antes do encerramento do museu.

Para mais informações

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