Monte Verde: Conhecendo o distrito

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Distribuição dos pontos de interesse de Monte Verde (Organização: Tissiana Souza).

Para conhecer as atrações de Monte Verde, cerca de 3 dias são suficientes. Você pode incluir diversos lugares no seu roteiro e dependendo das atividades que você quer fazer, poderá ficar mais tempo por lá! O distrito oferece programação para quem curte desde uma boa gastronomia até turismo de contemplação da natureza!

Nesta postagem indicamos pontos de interesse que estão distribuídos ao longo do distrito de Monte Verde e que conhecemos na nossa estadia por lá. Alguns deles não estão no centro turístico e terão acesso mais fácil se você estiver de carro. Alguns desses pontos também estão incluídos no City Tour das empresas de turismo, mas nós optamos por percorrer tudo com o nosso possante!
Falaremos sobre as trilhas que fizemos em outras postagens. 

-Portal de entrada: Ao chegar no distrito, você passará pelo portal com a frase “Bem-vindo a Monte Verde”! Agora é só curtir o clima relaxante e o ar interiorano do local!

-Roda d’água: Está localizada na Av. da Fazenda, um pouco acima do Restaurante Galinha da Roça. Só observamos da rua, pois está dentro de uma propriedade particular.

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Roda d'água (Foto: Tissiana Souza).

-Aeroporto Verner Grinberg: A curiosidade relacionada com o pequeno aeroporto de Monte Verde, que leva o nome do fundador do distrito, é que este é considerado o aeroporto mais alto do Brasil, localizado a 1.600 m acima do nível do mar. A pista de terra tem 1.100 m de comprimento e recebe aviões de pequeno porte. Para os que gostam de ver tudo de cima, é possível fazer um voo panorâmico pela região da Serra da Mantiqueira.

-Avenida Monte Verde: Rua principal da cidade, onde estão diversas lojas, galerias, restaurantes, bares, chocolaterias. É certamente a ruazinha mais charmosa do distrito.

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Avenida Monte Verde (Foto: Tissiana Souza).

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Distrito de Monte Verde (Foto: Tissiana Souza).

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Avenida Monte Verde (Foto: Tissiana Souza).

-Geleias Naturais Tia Nata (Rua Bem-Te-Vi, 84): O Sr. Renato, esposo da Tia Nata, é responsável pela produção das geleias artesanais. A Tia Nata sofre de Alzheimer há 7 anos e já está com a doença avançada.

A produção de geleias é feita na própria residência do casal, onde há um quintal cheio de flores, árvores, beija-flores, hortênsias, pinheiros e um pé de kiwi.

O Sr. Renato é realmente uma pessoa muitíssimo simpática! Só o carinho com que ele trata os visitantes já é motivo suficiente para querer levar um pote de geleia para casa!

Ele tem um pequeno acervo com fotos pessoais da década de 1.950/60, que mostram como era Monte Verde nos tempos em que ele foi morar lá. A Avenida Monte Verde era, na verdade, uma estrada da antiga Fazenda Pico do Selado.

O Sr. Renato mostrou ainda fotos de diversos pássaros que aparecem no seu quintal. Ele disse que pesquisadores já estiveram na casa dele para observar os beija-flores e encontraram 18 espécies da avezinha no local! Realmente, se você ficar observando os beija-flores, perceberá que são bem diferentes uns dos outros nas cores e nos tamanhos!

O Sr. Renato também deixou nós pegarmos o suporte com a água doce, e os beija-flores pousam na gente! São mansinhos! Nunca pensei que um beija-flor fosse pousar no meu braço! Dá para sentir o vento das asinhas batendo! Também há muitos canários e pardais no quintal e outros passarinhos que não sabemos o nome. No pinheiro do quintal também tinha um esquilinho muito curioso!

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Momento fofo: beija-flor pousado no meu braço (Foto: Matheus Sabino).

Quero destacar que o Sr. Renato não cria pássaros, nem esquilos. Todos eles vivem livremente no quintal!

São 5 sabores de geleias produzidos: amora, morango, damasco, laranja e kiwi (R$18,00 pote pequeno/R$ 20,00 pote grande). Há também potes de mel (R$30,00 pote grande).

Conhecer o local foi uma das coisas mais satisfatórias da viagem!

-Termômetro: Está localizado na Avenida Monte Verde, em frente ao lago. É um dos pontos de fotografias mais disputados, já que os turistas vão a Monte Verde em busca de baixas temperaturas! Nós também fizemos a nossa fotinho com ele!

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O termômetro de Monte Verde (Foto: Matheus Sabino).

-Fritz Tour (Chopp do Fritz) (Rua Rolinha, 10): Aproveitamos para fazer uma visita guiada pela produção de cervejas artesanais do Chopp do Fritz. O tour dura cerca de 30 minutos e o guia explica como é feita a cerveja passo a passo e os elementos utilizados na fabricação. Ao final, degustamos a “Oktoberfritz”, cerveja elaborada em comemoração à Oktoberfest.

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Fábrica do Chopp do Fritz (Foto: Tissiana Souza).

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Degustação no Chopp do Fritz (Foto: Tissiana Souza).

O guia também explica a diferença entre chopp e cerveja. Os dois líquidos são da mesma origem, porém o chopp é armazenado em barris e deve ser consumido em até 15 dias. Já a cerveja passa pelo processo de pasteurização após ser armazenada nas garrafas, o que faz com que o seu tempo de validade seja estendido.

O Chopp do Fritz produz 5 tipos de chopp/cerveja: Pilsen Klar (claro), Dunkel (escuro), Natur (claro não-filtrado), Koelsch (reserva especial, com altíssima fermentação e grau alcoólico) e Weizen (trigo) (Fonte: Folder de visitação).

O tour cervejeiro custou R$25,00/pessoa e ao final cada um recebe uma garrafa de cerveja. Nosso kit veio com uma Dunkel e uma Natur.

Para fazer o tour cervejeiro é necessário fazer a reserva no restaurante, que fica ao lado da fábrica. 

-Mazal Azulejaria (Rua das Siriemas, 95): O simpático senhor português Antonio Costa é o responsável pelos belos trabalhos usando a técnica de azulejos portugueses e vitrais.

Nas reproduções, Costa mantém as mesmas técnicas históricas utilizadas desde o século XV e ainda explicou todo o processo desde a pintura até o brilho, dado por uma cobertura de pó de vidro, que levada ao forno dá o aspecto de verniz nos azulejos.

Costa trabalha também com encomendas e há muitas peças para venda no ateliê.

O local por si só já é acolhedor! Vale a pena dar uma passadinha para conhecer o trabalho e comprar um azulejo feito por ele!

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Mazal Azulejaria (Foto: Tissiana Souza).

-Igreja Batista (Praça da Árvore, 10): É a igreja mais antiga de Monte Verde. O fundador do distrito, Verner Grinberg, era membro desta religião. Na Praça da Árvore os visitantes encontram um coreto, algo típico de cidades do interior!

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Igreja Batista de Monte Verde (Foto: Tissiana Souza).

-Patinação Monte Verde (Avenida Monte Verde, 1463): Uma pista permanente de patinação no gelo! Desde o ano 2.000, não importa a estação do ano, a pista está lá para entretenimento de crianças e adultos! Decidimos ter a nossa primeira experiência patinando no gelo e até que a gente se saiu bem! Alguns desequilíbrios, porém nenhum tombo!

O preço é de R$60,00/pessoa por 30 minutos (inclui os patins e os equipamentos de segurança – capacete, joelheira e cotoveleira - que são opcionais). Optei por pegar joelheiras, pois meu joelho direito é “zuado”! Para as crianças, também há andadores por R$10,00.

Meia horinha de patinação parece pouco, mas com uns 25 minutos de pista, estávamos bem cansados e com dores nas pernas! Como primeira experiência, foi ótimo! Adoramos!

Se você não quiser patinar, pode conhecer a pista mesmo assim! Muita gente vai até a pista somente para observar outras pessoas patinarem!

Antes de sua viagem, verifique no página do Facebook da Patinação Monte Verde se a pista está fechada para manutenção. 

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Pista de Patinação de Monte Verde (Foto: Tissiana Souza).

-Aero Flyer (Rua Gemini, 477): Fora do centro turístico de Monte Verde está a Viviê Pousada, que tem como diferencial ter um chalé chamado “Aero Flyer”, uma aeronave Embraer adaptada para receber os hóspedes. 

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Aero Flyer (Foto: Tissiana Souza).

-Pousada do Castelo (Rua Virgo, 305): A recepção da pousada é um castelinho em meio à vegetação. Muitas pessoas param para observar a construção, que realmente é bem bonita!

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Pousada do Castelo (Foto: Tissiana Souza).

-Unger’s Pottery House – Galeria de Arte (Rua da Represa, 1307): Aberta para visitação e também para compras, o espaço integra as obras de arte com a natureza. A artista responsável pela galeria é Paula Unger.

Ao longo das escadarias de acesso, os visitantes verão algumas peças expostas pelo jardim!

O local é muito bonito e rodeado pela vegetação verde da Serra da Mantiqueira! Com certeza, se o dia estivesse ensolarado estaria ainda mais encantador!

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Unger's Pottery House (Foto: Tissiana Souza).

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Unger's Pottery House (Foto: Tissiana Souza).

Há ainda outras opções: quadriciclo, cavalgadas (de preferência escolha um haras), arvorismo, tirolesa, cachoeiras. Ou seja, há passeios para todos os gostos!

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