Visita ao MASP

Nós já listamos aqui no blog os 10 melhores museus do Brasil segundo o Prêmio TripAdvisor Traveller’s Choice 2016. O 8º lugar é ocupado por um dos melhores museus que já conheci: o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP, localizado em um dos principais cartões postais de São Paulo: a Avenida Paulista!
Nós viajamos por 14 países e tivemos a oportunidade de visitar vários museus nessas andanças! A diversidade de épocas históricas abordadas pelo Masp impressiona, e os cavaletes de cristal....ah, os cavaletes de cristal! Nunca vi nada parecido em outros museus!
Deixei para conhecer o Masp em uma terça-feira, dia em que o museu é gratuito. Vi muitas escolas visitando o local, desde crianças muito pequenas, de 4 ou 5 anos, até adolescentes. Também escutei muitas pessoas conversando em outras línguas, o que significa que muitos estrangeiros prestigiam nossos atrativos culturais (até mais que nós mesmos!).

 

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O MASP é considerado o 8º melhor museu do Brasil. Em primeiro plano, quadro da série Retirantes de Cândido Portinari (Foto: Tissiana Souza).

 

 1. COMO CHEGAR:

 -Metrô: Estação Trianon-Masp (Linha 2 – Verde).
Procure as placas indicativas para o MASP. Assim você sairá do mesmo lado da avenida onde fica o museu. Suba as escadarias e pegue a direção esquerda na calçada e caminhe até chegar ao museu.

 2. BILHETERIA:

 A bilheteria do Masp fica no seu famoso vão livre. Você receberá um adesivo para colar na roupa em lugar visível, que dará acesso a todos os andares de exposições.

 3. SOBRE O MASP:

 O Museu de Arte de São Paulo foi fundado em 1947 pelo empresário Assis Chateaubriand. É um museu privado e sem fins lucrativos.
O MASP apresenta o mais importante acervo de arte europeia no Hemisfério Sul e é um dos principais museus da América Latina. A coleção atualmente contém mais de 8 mil obras, como vestuário, fotografias, esculturas, objetos e pinturas. As peças são originárias das Américas, Europa, Ásia e África (Fonte: MASP).
O prédio localizado na Avenida Paulista é sede do museu desde 1968. Foi projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi e é um dos marcos da arquitetura do século 20, feito com base no uso de concreto e de vidro, de maneira que sua forma transmite a sensação de leveza e suspensão (Fonte: MASP).
O vão livre do MASP, famoso por ser o ponto de encontro de grupos de manifestações, foi pensado como um espaço para uso da população (Fonte: MASP).
Todos os domingos há uma feirinha de antiguidades no vão livre. Para os que gostam de objetos mais antigos, é o ponto de parada certo!
Desde 2008, o Masp faz parte do “Clube dos 19”, a convite do Musée D’Orsay (Paris, França). O “Clube dos 19” é um grupo de 19 museus que tem seus acervos “considerados como os mais representativos da arte europeia do século XIX” (Fonte: MASP).
O MASP foi tombado pelo IPHAN (Instituto Histórico e Artístico Nacional) em 4 de dezembro de 1969 (Fonte: IPHAN).

 4. A VISITA:

 O MASP apresenta exposições temporárias, que ficam por períodos curtos. Vamos focar, então, no segundo andar do museu, onde está o Acervo em Transformação.

 

Visão geral do Acervo em Transformação do Masp (Foto: Tissiana Souza).

Desde 11/12/2015, os quadros estão dispostos nos cavaletes de cristal idealizados por Lina Bo Bardi e que estavam “aposentados” desde 1996.
O que mais impressiona é que todos os quadros parecem flutuar pelo salão! Isto dá um efeito incrível e único aos nossos olhos! Nunca vi nada parecido em outros museus e o resultado é fantástico!

 

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Os cavaletes de cristal são um convite para conhecer o MASP (Foto: Tissiana Souza).

Também não há uma divisão em seções e você tem a liberdade de fazer o seu roteiro que quiser pelas obras. Ainda que a disposição seja em ordem cronológica, não necessariamente ocorre uma divisão por escolas, nem um caminho a ser seguido obrigatoriamente.
São 119 obras expostas nos cavaletes de cristal, que fazem parte de diversas coleções do MASP.
Fazem parte do Acervo em transformação, além das pinturas, algumas esculturas e estátuas. Ao adentrar a sala, me deparei com um Par de Guerreiros Chineses, que são esculturas em feitas em terracota datadas do Período Tang (618-907 d.C.).

 

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Os Guerreiros chineses integram o acervo do MASP (Foto: Tissiana Souza).

As primeiras pinturas são religiosas. Entre elas está Ressurreição de Cristo (1499-1502), feita por Rafaello Sanzio, ou simplesmente, Rafael, um dos grandes mestres do Renascimento junto de Michelangelo e Da Vinci.
À medida que avancei pelos cavaletes, fui percebendo as mudanças nas obras. A representação dos santos passa a dar espaço aos retratos e às paisagens.
Aproximadamente no centro da sala está a Diana Adormecida, de Guiseppe Mazzuoli, datada de 1690-1700, esculpida em mármore.
Há pinturas que formam séries, como As Quatro Estações de Hartmann, de Eugène Delacroix, onde tem-se “A Primavera – Eurídice colhendo flores é mordida por uma cobra (A morte de Eurídice)”, “O Verão – Diana surpreendida por Acteão", “O Outono – Baco e Ariadne”, “O Inverno – Juno implora a Eolo a destruição da frota de Enéas”, série de 1856-1863.
Outra série bastante interessante é a de Jean-Marc Nattier, retratando os 4 elementos da natureza: “Madame Louise-Elisabeth, Duquesa de Parma - A Terra” (1750), “Madame Anne-Henriette de France - O Fogo” (1751), “Madame Marie-Adélaide de France - O Ar” (1751), “Madame Marie-Louise-Thérèse-Victorie de France - A Água” (1751).
Você ainda encontrará obras de Claude Monet – “A Ponte Japonesa sobre a Lagoa das Ninféias em Giverny” (1920-1924) e “A Canoa Sobre o Epte” (cerca de 1890); Vincent Van Gogh – “Passeio ao Crepúsculo” (1889-1890) e “Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy (O Banco de Pedra)” (1889); Pablo Picasso – “Busto de Homem” (1909) e “Retrato de Suzanne Bloch” (1904); Diego Rivera – “Os Semeadores” (1947); Henri Matisse – “O Torso de Gesso” (1919), entre outros nomes.
Dentre os artistas brasileiros, destacam-se Cândido Portinari, com “O lavrador de café” (1947) e “Retirantes” (1944); Emiliano di Cavalcanti, com “Cinco Moças de Guaratinguetá” (1930); Anita Malfati, com “A Estudante” (1915-1916). Outros artistas brasileiros são contemplados no acervo em transformação como Agostinho Batista de Freitas, com o quadro “MASP” (1971); e Djanira da Motta e Silva, com “Vendedora de Flores” (1947).

 

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O Lavrador de Café, de Cândido Portinari (Foto: Tissiana Souza).

Desde 2015, o MASP conta com a obra “O Herói” (1966), de Anna Maria Maiolino. A obra é uma previsão apavorante sobre o período da ditatura militar. Nascida na Itália, a artista também viveu os horrores da guerra, o que também a inspirou na temática de “O Herói”. Foi a própria autora quem doou a obra ao museu.

 

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O Herói, uma obra dramática presente no Masp (Foto: Tissiana Souza).

A única obra do Século XXI em exposição é “Tempo suspenso de um estado provisório” (2008), de Marcelo Cidade.
O Masp conta com acessibilidade através de elevadores. Há um café no primeiro andar do museu. Já no subsolo, há um café, um restaurante, a loja, e mais uma sala de exposição. 

Atualizado em 15/10/2016

Endereço

Avenida Paulista, 1578, CEP 01310-200, Bela Vista – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3149 5959

Preços para o ano de 2016

Inteira: R$25,00
Meia-entrada: R$12,50
Terças-feiras: Gratuito
Menores de 10 anos não pagam ingresso.

Horário

De terça-feira a domingo, das 10:00 às 18:00 horas. Última entrada às 17:30.
Quinta-feira, das 10:00 às 20:00 horas. Última entrada às 19:30.
Fechado às segundas-feiras.

Para mais informações

MASP:
http://masp.art.br/masp2010/index.php

Mapa de Transporte Metropolitano de São Paulo:
http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf

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