Intoxicação alimentar: uma novela mexicana!

A gente sempre faz tudo para que uma viagem não tenha perrengues, afinal, queremos uma viagem perfeita e com coisas ótimas histórias para recordar! Mas, nem sempre os fatos saem como o planejado!
Pois é... nossa aventura pelo México começa assim... com um belo de um perrengue! Melhor falar primeiro dos problemas para depois falar das coisas boas!
Eu sempre levo meus remédios de uso mais corriqueiros: para o estômago, para o fígado, para dor de cabeça, para dores musculares, antialérgico, descongestionante nasal, colírio, para a minha "querida" pedrinha no rim.
Você pode dizer que sou uma hipocondríaca! Mas não é isso: eu considero necessário estar preparada para um possível desconforto corporal! E tem mais: comprar remédio em outro país pode não ser tão fácil! Passar mal em terra e língua estrangeira é complicado!
Pois bem: vamos à tão fatídica história! Este ano visitamos o México. Fomos para um resort em Acapulco.
All inclusive! Oh beleza! Hora de experimentar os sabores mexicanos! Lá estava eu, provando as comidas, os doces, os sucos, a cerveja!
Mas nem deu tempo de começar: na segunda manhã no resort já acordei com uma mega dor de cabeça! Mega mesmo! Aquela que a gente sente vontade de ficar na cama no quarto bem escuro! Tomei um remédio esperando que fosse passar com o café da manhã. Achava que era uma adequação do meu corpo ao fuso horário aliado ao cansaço da viagem, que durou mais de 24 horas. Aparentemente me senti melhor e saímos para fazer um tour guiado de van pela cidade.
Quando chegamos em La Quebrada para ver Los Clavadistas pularem do penhasco, mais ou menos na hora do almoço, eu passei mal. Uma queda de pressão! Fiquem sentada numa sombra e não consegui assistir os meninos saltarem! Que tristeza, perdi o show! Mas era hora de subir as escadarias de La Quabrada! Fui subindo em “doses homeopáticas” no Sol de rachar, e quando cheguei ao fim dos degraus, uma nova queda de pressão, dessa vez mais forte e quase apaguei, suei feito uma pessoa perdida no deserto. Não cheguei a desmaiar, mas precisei ficar deitada. Aproximaram um algodão com álcool perto do meu nariz e quando já estava me sentindo melhor, havia muitas pessoas em volta de mim, me olhando com cara de susto!
Depois de voltar ao hotel, dormi um pouco, e dei uma melhoradinha. Na hora da janta não conseguia olhar para a comida! Pensar na comida e no cheiro do restaurante virou um martírio!
No dia seguinte, vômito! Ai meu Deus, e tinha aquela comida no café da manhã! Mas tinha um novo passeio e eu tinha que ir. Foi tranquilo, não andei muito, não almocei aquela comida do resort.
Foi aí que começou uma nova etapa do meu perrengue: diarreia! Sim! Os 5 dias restantes no resort eu fui uma verdadeira “rainha”. Comia e passava mal. Dia, noite e madrugadas passando mal!
Tomei isotônicos e muita água para me manter hidratada, mas as refeições continuavam a cair mal no meu estômago. Paguei todos os meus pecados tendo que me alimentar naquele resort, mesmo escolhendo coisas leves.
Realmente só melhorei no dia de ir embora, dia em que minha sogra começou a ter os mesmos sintomas que tive. Chegamos a uma breve conclusão de que pode ter sido uma intoxicação alimentar (as comidas ficavam muito expostas e muitas eram "requentadas").
Já no Aeroporto de Acapulco, na Farmácia, tentei comprar um remédio para diarreia e deu certo. Benditas muitas leituras em espanhol que me fizeram ter um bom vocabulário, que se juntou a uma outra experiência anterior de passar uma diarreia no Chile! Expliquei para a atendente que estava com “diarrea” (com o sotaque certo) há 5 dias e que precisava tomar alguma coisa para acabar com aquilo. Ela ainda perguntou se eu queria algo mais, um “suero”! Que beleza, um soro! E assim as coisas começaram a melhorar, já nos últimos dias da viagem.

remédio diarreia

Remédio que comprei no México para diarreia (Foto: Tissiana Souza).

Nas farmácias, os soros ficam nas geladeiras, igual água e refrigerante. Não são de sachês como aqui no Brasil. E também são de sabor: não encontrei em lugar nenhum da Cidade do México o soro sem sabor e tive que tomar esses com gosto de alguma coisa! Eu odiei o de morango (tinha gosto bala derretida – é uma opinião pessoal, hein galera) e me adequei ao de limão. 

electrolit

Soro para hidratação que tomei no México. Esse é o de morango (fresa) (Fonte da imagem: http://electrolit.com.mx/).

Gente, ressalto que eu não sou farmacêutica, nem médica. Sou geógrafa! Mas levem sempre uma mini farmácia junto de vocês na viagem! Isso salva! Minha lista agora inclui remédio para diarreia!

No México, não poderia faltar uma história digna de “novela mexicana”!

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