Exposição ComCiência no CCBB São Paulo

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De 12 de Outubro de 2015 a 04 de Janeiro de 2016, está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB São Paulo a exposição "ComCiência", da artista australiana Patricia Piccinini, que expõe individualmente pela primeira vez no Brasil.
A exposição é gratuita, mas reserve suas entradas no site do Ingresso Rápido. São até 4 entradas por CPF. 
Depois de São Paulo, a exposição seguirá para Brasília (entre 15 de Janeiro de 2016 e 4 de Abril de 2016) e Rio de Janeiro (de 26 de Abril de 2016 a 27 de Junho de 2016).

1. COMO CHEGAR: 

-Metrô: Estação Sé (Linha 1 - Azul; Linha 3 - Vermelha); Estação São Bento (Linha 1 - Azul).
Saindo da estação Sé, pegue a saída do metrô que indica a Rua Direita (sentido oposto à Catedral Metropolitana da Sé). Ao final da Praça da Sé, vire à esquerda na Rua Direita (é isso mesmo!). Em seguida, vire à direita no Largo da Misericórdia. No cruzamento com a Rua do Tesouro, o Largo da Misericórdia passa a se chamar Rua Álvares Penteado.
O CCBB já estará neste primeiro quarteirão da Rua Álvares Penteado.

2. A EXPOSIÇÃO "COMCIÊNCIA": 

A exposição "ComCiência" está distribuída por todos os andares do CCBB e apresenta cerca de 40 obras da artista.
As primeiras esculturas e quadros causam diferentes sensações: beleza? repulsa? Com o que as flores se parecem!? A imaginação pode fazer com que você pense nas mais variadas hipóteses!
Já os quadros são aparentemente estranhos ou pouco convencionais! As telas lembram uma pele, com marcas de dobras, veias desenhadas delicadamente, pintas, verrugas e pêlos. Você teria um quadro como esse na sua casa? Você daria um quadro tão diferente de presente a alguém? Estas são questões feitas durante a visita.

 

Este quadro lembra uma pele com cabelos! Estranho, não é mesmo?! (Foto: Tissiana Souza).


Na segunda sala, uma flor que bota ovos! Sim, Patricia Piccinini pensou nesta possibilidade! Uma flor e todo um jardim surgido a partir da "Flor Bota" (Boot Flower)!

 

Flor Bota: uma flor que bota ovos! (Foto: Tissiana Souza)

 

Um jardim com muitas flores diferentes! (Foto: Tissiana Souza)


É a partir da terceira sala que as criaturinhas fantásticas criadas por Piccinini aparecerão! Em "A força de um braço" (The strength of one arm), um ser metade humano e metade animal se equilibra sobre uma cabra.

 

A Força de um Braço (Foto: Tissiana Souza).


No quarto, na obra "Indiviso" (Undivided), o menino dorme tranquilamente abraçado a um ser diferente de todos os que conhecemos. Proteção e carinho são as sensações despertadas por esta escultura!

 

A obra Indiviso (Foto: Tissiana Souza)


Em "O visitante bem-vindo" (The welcome guest), a menina com olhar de fascinação recebe a criatura semelhante a um bicho-preguiça de feições humanas! O pavão, na cabeceira da cama, segundo a Patricia Piccinini, seria a preservação desta espécie animal somente por sua beleza estética. Se você ou seu filho pequeno estivesse numa situação parecida, o que despertaria mais medo: o pavão ou o estranho ser desconhecido com grandes garras? A menina não demonstra medo, mas sim total deslumbramento pelo seu novo amigo.

 

O Visitante Bem-Vindo (Foto: Tissiana Souza).

 

O Visitante Bem-Vindo parece ser simpatico (Foto: Tissiana Souza).

 

A expressão de fascínio da garotinha é muito real! (Foto: Tissiana Souza).


"Grande mãe" (Big mother), uma escultura com feições de uma macaca e que amamenta o bebê, levanta a hipótese de criação de seres que substituam os humanos em tarefas como alimentar os filhos, dar atenção e afeto, e colocar para dormir. Enquanto isto, os pais estariam ocupados com a vida moderna. O olhar da macaca parece ser de cansaço e tristeza! Enquanto os pais biológicos da criança se divertem, ela carrega a missão de nutrir e de cuidar do bebê. Esta escultura é baseada em dois fatos da vida de Piccinini: uma história de uma babuína que sequestrou um bebê depois de seu filhote falecer, para suprir a dor da perda; e outra, em que Patricia não conseguia amamentar seu filho e lhe foi dada a ideia de amamentar o seu sobrinho para que fosse estimulada a produção de seu leite materno, para que enfim pudesse alimentar seu filho. Para a artista, amamentar o bebê de outra pessoa é algo bastante incomum, e mais incomum ainda é sentir-se confortável alimentando-se do leite de outro animal.

 

A Grande Mãe aparenta cansaço e tristeza! (Foto: Tissiana Souza).


Em "O tão esperado" (The long waited), a criatura que se parece com um leão-marinho mesclado com um ser humano dorme no colo de um menino. Seus rostos são de humanos, mas seus corpos são diferentes. E apesar destas dessemelhanças, é visível que existe afeto entre eles.

 

O Tão Esperado (Foto: Tissiana Souza).

 

Eles realmente parecem criaturas com vida! (Foto: Tissiana Souza).


Em "O observador" (The observer), o menino sobre uma pilha inclinada de cadeiras olha com curiosidade para todas as pessoas do alto. O que ele pensa? Parece que está em perigo e que a qualquer momento as cadeiras irão despencar! A metáfora desta escultura, segundo a artista, seria: "que tipo de mundo estamos construindo para os nossos filhos"? Será que este mundo é tão vulnerável que pode cair a qualquer instante?

 

O observador (Foto: Tissiana Souza).


Piccinini ainda traz para nossas reflexões a humanização das máquinas, imaginando um ciclo de vida para elas. Cada vez há mais tecnologia para evolução das máquinas, o que poderia fazer com que elas cheguem ao ponto de terem sentimentos e vontades próprias. Em "Os amantes" (The lovers), as motocicletas mostram estar clima de romance, prontas para se reproduzirem sem a necessidade da existência humana para a fabricação de novas peças ou de novos exemplares.

 

Os amantes. Será que as máquinas um dia terão vida própria e sentimentos?! (Foto: Tissiana Souza).


Mas por que Patricia Piccinini criou todos estes seres "estranhos" aos nossos olhos? Segundo o curador da exposição, Marcello Dantas, as esculturas mostram as incertezas sobre as modificações genéticas e a análise do comportamento humano (xenofobia, racismo e padrões de beleza). Constantemente somos apresentados a criaturas e objetos novos, que inicialmente são esquisitos, e que depois se tornam comuns para nós.
Ao sair da exposição, você realmente terá se apaixonado pelos seres criados por Patricia Piccinini! Os olhares delicados das criaturinhas, alguns de ternura e outros de tristeza, suas expressões de bondade nos levam a pensar como será o mundo no futuro.
As esculturas tornam-se belas aos nossos olhos, fazendo com que questionemos: O que é bonito? O que é feio? O que é bom? Será que estamos caminhando para o mundo imaginado pela artista? Será que futuramente deixaremos os filhos aos cuidados de um ser programado para tal função, ou será que já são deixadas para outras pessoas as responsabilidades que cabem aos pais? Estas são perguntas internas, e que somente cada um poderá responder para si mesmo!
Aproveite a oportunidade de conhecer esta exposição que pode ser vista por pessoas de todas as idades! E ainda é gratuita!
Não esqueça de respeitar as orientações dos funcionários: não toque nas obras e tire fotos sem flash.

3. O PRÉDIO DO CCBB: 

Exposições à parte, o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil também merece observações por sua beleza!
Datado de 1901, o prédio localizado no centro histórico de São Paulo, na Rua Álvares Penteado esquina com a Rua da Quitanda, foi comprado pelo Banco do Brasil em 1923.
Após uma reforma projetada por Hippolyto Pujol, tornou-se em 1927 o primeiro prédio próprio do Banco do Brasil na cidade de São Paulo.
Desde 21 de abril de 2001 é um Centro Cultural. Foi restaurado, destacando suas características originais, que o torna um dos mais belos exemplos de arquitetura do início do século XX.
O CCBB-São Paulo é a quinta instituição cultural mais visitada do Brasil.
As dependências incluem 1 auditório (capacidade para 45 pessoas); 1 cinema; 4 andares, térreo e subsolo para exposições; 1 teatro; sanitários; cafeteria e loja.

 

Detalhes do prédio do CCBB São Paulo (Foto: Tissiana Souza).

 

Relógio na entrada do CCBB-SP (Foto: Tissiana Souza).

 

A Claraboia do CCBB-SP, e seu belo vitral! (Foto: Tissiana Souza)

 

Acompanhe no link a seguir uma reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura, do dia 16/10/2015, sobre a exposição:
https://www.youtube.com/watch?v=UEgEKimIfas

Endereço

Rua Álvares Penteado, 112
CEP: 01012-000, Centro, São Paulo - SP

Horário

De quarta a segunda-feira. Primeira entrada às 09:30 e última entrada às 19:30 horas.
Fechado às terças-feiras.

Período da exposição:
de 12/10/2015 a 04/01/2016.

Preços para o ano de 2015

Exposição ComCiência
Gratuito

Reserve suas entradas no site do Ingresso Rápido:
https://www.ingressorapido.com.br/

Para mais informações

Centro Cultural Banco do Brasil:
http://culturabancodobrasil.com.br/

Conheça mais sobre a obra de Patricia Piccinini:
http://www.patriciapiccinini.net/

Mapa de transporte metropolitano de São Paulo:
http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf

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