A Basílica de Guadalupe, a casa da Padroeira das Américas

Clássica fala das novelas mexicanas do SBT: “Eu juro pela virgenzinha de Guadalupe!” Sim, a santinha do México!

E em uma visita à Cidade do México, a Basílica de Guadalupe é uma parada obrigatória! Espere um pouco: não só a Basílica, mas todo o Santuário de Santa Maria de Guadalupe!

Nossa Senhora de Guadalupe é considerada a Santa Padroeira das Américas.

1. COMO CHEGAR:

O Santuário é facilmente acessível por transporte público. 

-Metrô: chegamos pela estação Deportivo 18 de Marzo. Saímos para a Av. Insurgentes Nte. e viramos à direita na Av. Montevideo até chegar à entrada da Basílica. São 900 m de caminhada.

Você também pode seguir pela Av. Insurgentes Nte., virar à direita na Calle Montiel e depois virar à esquerda na Calz. de los Ministerios, já na entrada da Basílica. São 850 m de caminhada.

Ou ainda:

Estação La Villa-Basilica. Saia para a Calz. De Guadalupe, em direção ao Santuário. São 350 m de caminhada.

2. UM POUCO DE HISTÓRIA:

A história da Virgem de Guadalupe remonta no Séc. XVI, em 1.531, com um índio catequizado chamado Juan Diego. A Virgem fez 5 aparições para Juan Diego, entre 9 e 12 de dezembro daquele ano no Cerro de Tepeyac. O pedido da Virgem?! A construção de um templo.

Na última aparição, a Virgem pede que seja chamada de SEMPRE VIRGEM SANTA MARIA DE GUADALUPE.

3. VISITANDO O SANTUÁRIO:

Acessamos o Santuário pela parte de trás da Basílica de Guadalupe. Aproveitamos para tomar a benção da Capela de “Bendiciones”, que fica ao lado esquerdo da entrada. Também fomos ao ponto de informação turística para pegarmos um mapa do Santuário.

Iniciamos nossa visita pelo principal e mais majestoso templo do Santuário: a Basílica de Santa Maria de Guadalupe.

É um espaço inaugurado em 1.976, em formato arredondado, de arquitetura moderna. Atrás do altar principal está a "Tilma" com a imagem da “Morenita amada” (Moreninha amada) pelos mexicanos.

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Interior da Basílica de Guadalupe (Foto: Tissiana Souza).

O formato circular não é por acaso. Segundo Gabriela Treviño González, em texto para o Boletim do Santuário do ano de 2014, afirma que a forma da Basílica permite que a Virgem seja admirada de qualquer ponto, inclusive, não sendo necessário acessar o interior do templo para observa-la.

No interior da Basílica, os visitantes encontram um órgão de 11.000 tubos ao lado direito do altar. A “Tilma” com a imagem da Virgem está no centro, em uma parede de tom amadeirado e dourado. Ao lado esquerdo, ficam as bandeiras dos países do continente americano que reconheceram Guadalupe como a patrona das Américas.

duas capelas laterais: uma dedicada ao Santíssimo e outra a São José.

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Capela de São José (Foto: Tissiana Souza).

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Capela do Santíssimo (Foto: Tissiana Souza).

Para passar pertinho da Virgem de Guadalupe, pela parte de trás do altar da Basílica, os visitantes e devotos acessam esteiras rolantes. As esteiras passam bem devagarinho pela Virgenzinha. É uma sensação única poder chegar tão perto dela!

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Passando pertinho da Virgem de Guadalupe! (Foto: Tissiana Souza).

Na basílica também está a loja de souvenires, com artigos religiosos.

A Basílica fica aberta 365 dias por ano, das 05:50 às 21:00 horas. A Capela do Santíssimo abre das 07:00 às 19:00 horas e a Capela de São José, das 07:00 às 18:00 horas.

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Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe (Foto: Tissiana Souza).

Saímos da Basílica e seguimos para a Praça Mariana, o grande espaço que une as diversas igrejas do Santuário. A Praça é relativamente recente, tendo sido entregue em 12 de Outubro de 2.011.

Este grande complexo é composto pela Esplanada onde é possível reunir milhares de fiéis; um Museu dedicado à Virgem de Guadalupe; um Centro de Evangelização com auditório e salas para a realização de eventos; um Columbarium, com nichos para a colocação de urnas funerárias com cinzas; um Grande Mercado Público; e sanitários.

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Esplanada. Na foto, a Basílica Nova, à esquerda e a Basílica Velha, à direita (Foto: Tissiana Souza).

Repare na fotografia como a Basílica Velha está reclinada! No Santuário também é possível ver que cabos de aço sustentam partes da construção. Acreditamos que isto seja consequência de terremotos. 

Também na Praça Mariana o Campanário da Basílica.

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Torre do Campanário (Foto: Tissiana Souza).

Além dos sinos, a torre apresenta um relógio em números romanos e um relógio solar. Encontra-se na torre um astrolábio – instrumento que marca os meses do ano através dos símbolos do zodíaco; um ponteiro com o Sol, indicando as horas e o posicionamento do astro-Rei; o marcador da Lua mostra suas diversas fases (se estiver toda amarela, é lua cheia; se estiver toda negra, é lua nova). Há também um ponteiro que representa um dragão, que dizia-se em tempos antigos que comia o Sol e a Lua durante os fenômenos de eclipses.

Quando os três ponteiros ficam sobrepostos – o dragão, o Sol e a Lua – ocorrem eclipses solares e lunares. Interessante!

Há ainda na Torre do Campanário o Relógio/Calendário Asteca, um dos principais símbolos associados ao México, que mostra os conhecimentos astecas sobre os movimentos dos corpos celestes e sobre dias e meses.

Seguimos para o Templo Expiatório a Cristo Rei, conhecido também como a Antiga Basílica do Guadalupe. Esta igreja é completamente diferente da atual Basílica. Tem estilo barroco e foi entregue à população em 1.709 e por 207 anos, foi a morada da Virgem de Guadalupe. A fachada apresenta elementos que contam a história das aparições da Virgem a Juan Diego.

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Antiga Basílica (Foto: Tissiana Souza).

No interior, o retábulo onde está a imagem do Cristo Rei é feito de mármore carrara. Nas laterais, os quadros contam a aparição da Virgem e datam do Séc. XIX.

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Interior da Basílica Velha (Foto: Tissiana Souza).

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Virgem de Guadalupe, no interior da Basílica Velha (Foto: Tissiana Souza).

A igreja abre todos os dias, das 08:00 às 18:00 horas.

Ao lado da Antiga Basílica está outro templo: a Paróquia de Santa Maria de Guadalupe (“Capuchinas”). É um antigo convento das freiras da Ordem Capuchina, do Séc. XVIII (ano de 1.787). Apresenta arquitetura neoclássica, que mistura estilos gregos e romanos.

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A Igreja das Capuchinas fica ao lado da Basílica Velha (Foto: Tissiana Souza).

O altar é de uma simplicidade e de beleza impressionantes, em madeira, formando um painel, e no alto, uma pintura dedicada à Sagrada Família.

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Interior da Igreja das Capuchinas (Foto: Tissiana Souza).

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Detalhe para a pintura da Sagrada Família (Foto: Tissiana Souza).

Saindo da Igreja das Capuchinas, nos dirigimos aos outros templos menores do Santuário. A nossa primeira parada foi na Antiga Paróquia de Índios.

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Capela da Antiga Paróquia de Índios (Foto: Tissiana Souza).

É a Igreja mais antiga do Santuário, que teve a construção iniciada em 1.648. No interior ainda estão os cimentos da primeira construção, que começou em 26 de dezembro de 1.531.

Entre 12 de dezembro de 1.853 e 17 de fevereiro de 1.896, a imagem da Virgem de Guadalupe esteve no altar da Igreja dos Índios.

Ao lado da Igreja está uma cruz, que marca o local onde viveu Juan Diego entre 1.531 a 1.548 (ano de sua morte).

Partimos para a Capela do Pocito (Capela do Poço ou Capela da Fonte), um belo exemplar de arquitetura barroca do ano de 1.777.

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Capela do Pocito (Foto: Tissiana Souza).

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Interior da Capela do Pocito (Foto: Tissiana Souza).

Em seu interior está um Poço, que seria uma antiga fonte de água milagrosa. Na realidade, esta fonte tem água ferruginoso-carbônica e outros sais.

Passamos, então, a subir escadarias, passando por jardins e árvores! Tudo muito agradável! Vamos rumo ao cume do Cerro de Tepeyac. A Fonte, onde a Virgem de Guadalupe é referenciada pelos indígenas é muito bonita.

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Jardins de Tepeyac (Foto: Tissiana Souza).

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Fonte dedicada a Santa Maria de Guadalupe (Foto: Tissiana Souza).

Chegando ao Cerro de Tepeyac, encontramos a Capela de São Miguel (do Séc. XVIII), que fica no local onde a tradição afirma que a Virgem de Guadalupe encontrou Juan Diego pela primeira vez. Ali também a Virgem teria dado as rosas a Juan Diego, para que ele entregasse ao Bispo, como prova das aparições.

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Capela de São Miguel (Foto: Tissiana Souza).

A vista panorâmica do Cerro Tepeyac permite observar o Santuário e parte da Cidade do México.

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Vista do mirante do Cerro de Tepeyac (Foto: Tissiana Souza).

Perto da Capela de São Miguel, há uma pequena galeria com lojas de artigos religiosos e venda de bebidas, snacks e sorvetes. Aproveitamos para experimentar um picolé mexicano, pois estava muito calor!

Descemos as escadarias e chegamos a um espaço de contemplação, um jardim com plantação de lavandas e uma estátua de Cristo Rei flutuando sobre o Planeta Terra.

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Imagem de Cristo flutuando sobre o mundo (Foto: Tissiana Souza).

Assim, concluímos nossa visita ao Santuário! Saímos pelo portão principal do Santuário para a Calz. de Guadalupe, onde está escrito “Santuario de America”, em frente à Antiga Basílica.

Na Calz de Guadalupe, uma rua com um calçadão, os visitantes encontrarão lojas de artigos religiosos e restaurantes. Paramos para almoçar no Restaurante El Fogón Montañes, na esquina da Calz de Guadalupe com a Calle Garrido.

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